terça-feira, 23 de abril de 2013

Socialização de Texto Colaborativo PAFC 2013


Saudades da Minha Infância.
Horário de verão. Saí de casa muito cedo, e já estava próximo à Universidade, quando, de repente, me deparei com a mais surpreendente cena: como muitas pessoas sabem, morei durante muitos anos onde atualmente é o Campus da UEPG. Digo que ali foi o meu quintal. Foi nesse lugar que vivi intensamente momentos tristes e felizes na minha vida. Foram esses pensamentos que inundaram a minha mente, nesta manhã de verão. Ao adentrar no portal do Campus me deparei com uma pessoa que trouxe ainda mais forte e mais vivo  esse saudoso tempo, uma menina brincava alegremente sobre o gramado, com um sorriso contagiante no rosto. Parei para ver a bela cena, a menina pulava, corria e deitava na grama, numa felicidade incomum. Lembrei da minha infância, de como é bom ser criança, como é bom brincar e também, como o tempo passa rápido. Parece ontem, quando esse local era meu quintal. Mas crescemos, nos tornamos adultos e as lembranças da infância permanecem para sempre em nossa memória. Reflito sobre a infância dos tempos modernos, tão desprovida de inocência, de sonhos, de brincadeiras e de criatividade. Crianças hoje que brincam com jogos virtuais que incitam a violência e o egocentrismo. Lembro como se fosse hoje das tardes passadas com os primos entre bonecas e balanços improvisados na casa da avó. Do cheiro de café com bolinho nos dias de chuva. Do gosto das frutas ainda verdes surrupiadas do quintal do vizinho. De torcer para que fizesse sol todo dia pra poder brincar “lá fora”.  De brincar de amarelinha, 31 meu, ralar o joelho jogando bets, de colher as frutas direto da árvore e poder saborear a mimosa, cheirosa e doce. Como é bom poder relembrar, os momentos vividos, e poder renovar as energias presentes, para tocar o barco, procurando remar a favor da maré, em busca de um mundo melhor, com mais paz, respeito, amor, no qual as pessoas aprendam a valorizar o ser e não apenas ter...
Como que num surto de saudosismo, minha mente voltou ao tempo e cheguei a ver a casinha que morei com minha família. Uma casa pequena, mas que era do tamanho ideal para acolher a todos que nela moravam e também aos que nos visitavam. Meu pai, quando chegava do trabalho, me pegava dormindo. Andava pé por pé, me dava um beijo na testa e sussurrava: Eu te amo. Por vezes, acordava só para lhe dar um abraço e voltava a dormir.
Lembro-me dos domingos que acordávamos bem cedinho para tomar um gostoso café para depois irmos juntos à igreja participar do culto e da escola dominical, onde aprendíamos tudo sobre as maravilhosas histórias dos grandes heróis que existem na Bíblia, e o mais importante, estudar mais sobre as sagradas escrituras que nos contam sobre o verdadeiro amor que Deus tem por nós, que deu seu único filho  para remissão dos nossos pecados.
Destaco a importância dessas lembranças, pois foram elas que me motivaram a optar pelo curso de História. Bem como o compromisso com a educação de tentar construir um mundo mais justo, mais humano para todos e todas.

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